A eleição ficou para trás, lutas travadas entre vencidos e vencedores prenderam o folego de muitos eleitores, enfim acalmaram-se os acirrados ânimos de vários grupos. Levanta-se agora a poeira provocada pelo galope rumo às secretarias dos novos governos que se formam, para não falar na corrida empreendida em busca das cadeiras, que sequer se encontram desocupadas, na Esplanada dos Ministérios. Cálculos elaborados meticulosamente para garantir “matematicamente” as pastas que serão destinadas aos partidos que se empenharam em eleger os governantes de cada Estado, inclua-se a Presidente eleita. Cada parlamentar luta arduamente para defender aquilo que acredita de fato lhe pertencer. É chegada a hora da prestação de contas, da retribuição de favores, toda doação de votos deverá ser recompensada, sim existem inúmeros parlamentares que se apropriam dos votos de determinados “currais eleitorais”, expressão antiga, da República Velha, porém a prática atualíssima, leia-se polidamente: “região onde um político possui grande influência entre os eleitores”, fazem destes, voto/eleitores, sua moeda de troca, troco milhares de elementos do meu “curral” por duas cadeiras...moedinha desvalorizada hein?
Perguntam-se os eleitores, quais critérios serão utilizados quanto a definição dos ocupantes de pastas relevantes e decisivas para o desenvolvimento dos Estados que por sua vez promovem a “marcha contínua rumo ao progresso” do País. Merecerão confiança aqueles que são indicados através de conchavos políticos, que recebem um cargo público, em geral de confiança, simplesmente porque não conseguiram se manter numa outra profissão que requer muito esforço, dedicação e abdicação? Terão conhecimento suficiente, os apadrinhados, que serão presenteados com os assentos de maior destaque nas secretarias que vão desde aquelas, cuja representação é apenas simbólicas às que atuam de forma decisiva quanto à implantação de estratégias que busquem do desenvolvimento social e econômico sem necessariamente abrir mão das condições naturais de sobrevivência, sem saquear os recursos naturais renováveis e não renováveis (água por exemplo). As especulações referentes a quem assumirá à cadeira da Superintendência de uma Autarquia que durante anos, melhor dizer desde sua criação, foi enxovalhada pela sociedade que não lhe creditava nenhuma esperança de reabilitação social e moral, em pouco mais de 1 (um) recuperou a credibilidade e o respeito, ou seja encontra-se hoje, MORALIZADA, mas será só isto o suficiente neste momento? Desejará nosso representante maior, no que pese a autoridade de Estado, apenas moralizar e entregar novamente ao descaso ou optará ir além, pensar a longo prazo? Almejará, não apenas Moralizar, mas torná-la uma instituição Forte com peso e destaque das Secretarias que compõem o 1º (primeiro) escalão do Governo? Para tanto, é mister deixá-la nas mãos de que tem probidade indelével, além de pulso e moral suficientes para manter-se em pé diante dos vendavais de corrupção, inevitáveis, ou melhor inerentes, a quaisquer tipos de administração públicas. Não basta o governante ser sério, probo, comprometido, há que se cercar de pessoas que tenham no mínimo qualidades semelhantes e um ideal comum. A Presidente eleita, já deu indícios de que uma terça parte das tão invejadas e desejadas cadeiras existentes na Esplanada dos Ministérios, serão ocupadas por mulheres que hão de ser fortes, competentes e valentes, espero que ela convide aquela que por trás de sua aparente fragilidade teve força o bastante para arrastar as eleições, que tive a ousadia de renomear, EleiCAOS, ao 2º Turno em 2010.
(Texto editado logo após a eleição 2010)
Muito prazer em ME conhecer!
Viver é o exercício contínuo de buscar, a cada dia, algo que nos completa, nos motiva e nos impulsiona. Este "algo" é apelidado de felicidade...eu o chamo de autoconhecimento.
quinta-feira, 3 de março de 2011
EleiCaos
Foi instaurado o caos no processo de campanha eleitoral presidenciável. Diante das atuais circunstâncias, qualquer dos dois candidatos que venha a ocupar o cargo máximo do Planalto estará completamente desacreditado porque a campanha se resumiu em: “Você roubou quando assumiu o Ministério da Saúde”... enquanto o acusado ao invés de defender-se ou pelo menos exigir que se tentasse provar a acusação, retruca: “E você roubou quando estava Ministra Chefe da Casa Civil”. Nós eleitores estamos como ficou o Cristo, crucificado entre dois ladrões? Ele escolheu o bonzinho que se arrependeu na última hora, e nós?
O princípio da Ética foi completamente suprimido, substituíram-se as guerra das promessas, impossíveis de cumprir, pelas acusações de roubo, de participação em quadrilhas, ofendem até nossa Fauna, associando a imagem de uma ave linda a toda sorte de corrupção, ela na sua tucanez inocência é exposta em rede nacional como alvo de xingamento dos opositores que a declaram o símbolo do político desonesto. E a defesa do meio ambiente?
O peso do papel é a medida do mineral, quando uma simples bolinha de papel, (quem na escola não jogou uma bolinha de papel no colega?) fere com a voracidade de uma pedra, e sangue onde foi parar? Deve ter provocado uma hemorragia interna. Providencia-se uma tomografia, aquele mesmo exame, do qual, milhares de eleitores estão na fila do SUS – Sistema Único de Saúde aguardando há mais de noventa dias.
O que será mais afrontador à nossa inteligência, a serenidade forçada, treinada, deslocada da Dama de vermelho, ou o sorriso amarelo plantado no rosto do Cavalheiro que exibe as cores da nossa Bandeira como se dela fosse o único dono?
Nesta EleiCAOS, o vencedor será, não aquele ou aquela que se tornar presidente, mas o Marqueteiro que conseguir empurrar goela abaixo, leia-se URNA adentro, do povo brasileiro qualquer um dos dois que aí estão.
Enquanto o povo não aprende a votar, o político cada vez mais se especializa em enganar.
Um País, onde empresários da comunicação enriquecem, pasmem, ainda fazem sucesso, as custas da audiência que é disputada com a exibição de corpos esculturais, a invasão de privacidade, exposição da intimidade de homens e mulheres, que trazem suas vidas, diante de milhares de telespectadores que se divertem com aquele problema, que não é seu e que não acrescentará nada em suas vidas, enquanto os protagonistas que se expõem estão em busca de um mínimo de notoriedade, mesmo que para que isto ocorra, abram mão do mínimo de dignidade humana.
Esta campanha eleitoral é destinada a este mesmo público, que se diverte com a desgraça alheia, que é exposta em horário nobre à milhões de expectadores.
Exibir baixaria de candidatos presidenciáveis, cujos valores pregados são invertidos, como bisbilhotar, quebrar o sigilo sem autorização judicial, troca de calúnia, (onde está o ônus da prova?), faz parte do processo cultural de um pais que não investe em educação.
Adeus a velha pedra no sapato, viva a bolinha de papel na tomografia!!!
(O texto acima foi editado à época da Campanha Eleitoral de 2010)
O princípio da Ética foi completamente suprimido, substituíram-se as guerra das promessas, impossíveis de cumprir, pelas acusações de roubo, de participação em quadrilhas, ofendem até nossa Fauna, associando a imagem de uma ave linda a toda sorte de corrupção, ela na sua tucanez inocência é exposta em rede nacional como alvo de xingamento dos opositores que a declaram o símbolo do político desonesto. E a defesa do meio ambiente?
O peso do papel é a medida do mineral, quando uma simples bolinha de papel, (quem na escola não jogou uma bolinha de papel no colega?) fere com a voracidade de uma pedra, e sangue onde foi parar? Deve ter provocado uma hemorragia interna. Providencia-se uma tomografia, aquele mesmo exame, do qual, milhares de eleitores estão na fila do SUS – Sistema Único de Saúde aguardando há mais de noventa dias.
O que será mais afrontador à nossa inteligência, a serenidade forçada, treinada, deslocada da Dama de vermelho, ou o sorriso amarelo plantado no rosto do Cavalheiro que exibe as cores da nossa Bandeira como se dela fosse o único dono?
Nesta EleiCAOS, o vencedor será, não aquele ou aquela que se tornar presidente, mas o Marqueteiro que conseguir empurrar goela abaixo, leia-se URNA adentro, do povo brasileiro qualquer um dos dois que aí estão.
Enquanto o povo não aprende a votar, o político cada vez mais se especializa em enganar.
Um País, onde empresários da comunicação enriquecem, pasmem, ainda fazem sucesso, as custas da audiência que é disputada com a exibição de corpos esculturais, a invasão de privacidade, exposição da intimidade de homens e mulheres, que trazem suas vidas, diante de milhares de telespectadores que se divertem com aquele problema, que não é seu e que não acrescentará nada em suas vidas, enquanto os protagonistas que se expõem estão em busca de um mínimo de notoriedade, mesmo que para que isto ocorra, abram mão do mínimo de dignidade humana.
Esta campanha eleitoral é destinada a este mesmo público, que se diverte com a desgraça alheia, que é exposta em horário nobre à milhões de expectadores.
Exibir baixaria de candidatos presidenciáveis, cujos valores pregados são invertidos, como bisbilhotar, quebrar o sigilo sem autorização judicial, troca de calúnia, (onde está o ônus da prova?), faz parte do processo cultural de um pais que não investe em educação.
Adeus a velha pedra no sapato, viva a bolinha de papel na tomografia!!!
(O texto acima foi editado à época da Campanha Eleitoral de 2010)
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