Foi instaurado o caos no processo de campanha eleitoral presidenciável. Diante das atuais circunstâncias, qualquer dos dois candidatos que venha a ocupar o cargo máximo do Planalto estará completamente desacreditado porque a campanha se resumiu em: “Você roubou quando assumiu o Ministério da Saúde”... enquanto o acusado ao invés de defender-se ou pelo menos exigir que se tentasse provar a acusação, retruca: “E você roubou quando estava Ministra Chefe da Casa Civil”. Nós eleitores estamos como ficou o Cristo, crucificado entre dois ladrões? Ele escolheu o bonzinho que se arrependeu na última hora, e nós?
O princípio da Ética foi completamente suprimido, substituíram-se as guerra das promessas, impossíveis de cumprir, pelas acusações de roubo, de participação em quadrilhas, ofendem até nossa Fauna, associando a imagem de uma ave linda a toda sorte de corrupção, ela na sua tucanez inocência é exposta em rede nacional como alvo de xingamento dos opositores que a declaram o símbolo do político desonesto. E a defesa do meio ambiente?
O peso do papel é a medida do mineral, quando uma simples bolinha de papel, (quem na escola não jogou uma bolinha de papel no colega?) fere com a voracidade de uma pedra, e sangue onde foi parar? Deve ter provocado uma hemorragia interna. Providencia-se uma tomografia, aquele mesmo exame, do qual, milhares de eleitores estão na fila do SUS – Sistema Único de Saúde aguardando há mais de noventa dias.
O que será mais afrontador à nossa inteligência, a serenidade forçada, treinada, deslocada da Dama de vermelho, ou o sorriso amarelo plantado no rosto do Cavalheiro que exibe as cores da nossa Bandeira como se dela fosse o único dono?
Nesta EleiCAOS, o vencedor será, não aquele ou aquela que se tornar presidente, mas o Marqueteiro que conseguir empurrar goela abaixo, leia-se URNA adentro, do povo brasileiro qualquer um dos dois que aí estão.
Enquanto o povo não aprende a votar, o político cada vez mais se especializa em enganar.
Um País, onde empresários da comunicação enriquecem, pasmem, ainda fazem sucesso, as custas da audiência que é disputada com a exibição de corpos esculturais, a invasão de privacidade, exposição da intimidade de homens e mulheres, que trazem suas vidas, diante de milhares de telespectadores que se divertem com aquele problema, que não é seu e que não acrescentará nada em suas vidas, enquanto os protagonistas que se expõem estão em busca de um mínimo de notoriedade, mesmo que para que isto ocorra, abram mão do mínimo de dignidade humana.
Esta campanha eleitoral é destinada a este mesmo público, que se diverte com a desgraça alheia, que é exposta em horário nobre à milhões de expectadores.
Exibir baixaria de candidatos presidenciáveis, cujos valores pregados são invertidos, como bisbilhotar, quebrar o sigilo sem autorização judicial, troca de calúnia, (onde está o ônus da prova?), faz parte do processo cultural de um pais que não investe em educação.
Adeus a velha pedra no sapato, viva a bolinha de papel na tomografia!!!
(O texto acima foi editado à época da Campanha Eleitoral de 2010)
Nenhum comentário:
Postar um comentário